O que necesita saber para adoptar um gato

Os gatos estão-se a tornar o animal de estimação mais popular nos grandes centros urbanos, está é uma tendência global. A realidade é que são uma mais-valia em qualquer lar como companhia e como fruto de uma partilha sem igual. Mas antes de ter um gato, sobretudo se á a primeira vez, há certos factores que deve considerar. Aqui vai uma ajuda.


Como escolher um gato?

Primeiro terá que decidir se quer um gato de raça ou se prefere adoptar um gato de raça indeterminada. Existem gatos de raça para todos os gostos e feitios (cerca de 250 raças de gatos!) mas também existem gatos sem “pedigree” com características variadas e maravilhosas. Os apreciadores de cada raça enaltecem as suas particularidades, os defensores dos “rafeiros” a sua maior autenticidade felina. É uma questão pessoal e de gosto e não uma questão médica. Em qualquer dos casos vai ser uma experiência enriquecedora. Se optar por um gato de raça, informe-se das particularidades de cada uma, de modo a optar por um gatinho que se adapte ao seu estilo de vida (por exemplo se tem pouco tempo livre um gato de pelo comprido, que precisa de ser escovado diariamente poderá  não ser a melhor opção). Quanto aos gatos sem raça…no Hospital do Gato existe sempre um gato à sua espera, veja a rubrica Adoção.

Quanto à idade, lembre-se que os gatos bebés precisam de mais atenção e de comer várias vezes ao dia, se tem uma vida muito agitada poderá ser preferível adquirir um gato já adolescente ou adulto, mas averigúe se foi correctamente socializado. No caso de preferir um gatinho bebé mas achar que precisa de ajuda, pode solicitar o serviço de cat-sitter disponível no Hospital do Gato.

No que respeita ao sexo, uma vez esterilizados existem poucas diferenças de temperamento entre machos e fêmeas.

Fale connosco antes de adquirir um gato. Dependendo das circunstâncias, nomeadamente se é um gato adoptado da rua, se vem de um gatil de protecção de animais ou se foi comprado, assim variam os procedimentos. Por exemplo se adoptou um gato na rua, qualquer que seja a sua idade, deve traze-lo ao Hospital do Gato mesmo antes de o levar para casa. Se por outro lado pensa comprar um gato, informe-se sempre das características da raça e visite os criadores. Preferencialmente adquira o gatinho directamente ao criador, em vez de o comprar numa loja. Informe-se de quais as vacinas que possui, bem como se foram realizados despistes genéticos de algumas doenças (como por exemplo despiste de doença renal poliquistica (PKD) em gatos de raça Persa, Bosques etc.), peça para conhecer os pais ou pelo menos a mãe.

Aspectos da vida de um gato que deve conhecer

Comportamento
Perceber o comportamento felino é um desafio para todos os que lidam com gatos quer para os donos quer para os profissionais de saúde. Sugerimos que consulte os livros, disponíveis na nossa biblioteca, para ficar a saber mais. Ficam aqui algumas dicas básicas.

  • O gato não necessita de ser passeado na rua, o que é muito confortável para o dono, no entanto por ser um animal extremamente asseado necessita de ter pelo menos uma caixa de área que deve ser mantida sempre limpa. A areia vai-lhe permitir enterrar as fezes e a urina, este comportamento impede que o cheiro denuncie a sua presença a uma possível presa ou predador. A primeira caixa de areia não deve ter porta, esta só deve ser colocada depois do gato estar habituado à caixa;
  • Trata-se de uma animal que gosta de arranhar, por exemplo os troncos das árvores quando tem acesso ao exterior, por isso este comportamento deve ser previsto e deve disponibilizar arranhadores próprio em locais estratégicos da casa;
  • Se o seu gato tem acesso à rua é natural que por vezes lhe traga triunfos de caça, este também é um comportamento natural que não deve ser repreendido;
  • Os gatos comem com frequência erva para ajudar à digestão ou induzir o vómito, isto é perfeitamente natural. Se o seu gato não tem acesso ao exterior arranje um vaso onde planta erva própria (por exemplo sementes de cevada);
  • Porque se estão sempre a lavar, acumulam por vezes bolas de pelo no estômago. Estas bolas de pelo (nome técnico pilobezoares), por vezes são eliminadas no vomito. Embora este seja um procedimento fisiológico nesta espécie, as bolas de pelo devem ser prevenidas através da administração regular de uma “pasta” própria para o efeito;
  • Os gatos passam dois terços da sua vida a dormir, ou seja dormem cerca de 16 horas por dia. Garanta que o seu gato tem sítios calmos para fazer as suas longas sonecas! Adquira uma caminha confortável mas não se espante se ele nunca a usar em detrimento da cama dos donos, gato é assim…;
  • Os gatos adoram brincar. Opte por brinquedos tipo “cana de pesca” ou outros mas não o habitue a brincar com as suas mães e pés para não lhe ensinar maus hábitos. Reserve um tempo do seu dia-a-dia para este efeito. A brincadeira fortalece os vínculos, e é um modo de o seu gato fazer exercício, vai ver como é divertido. Filme, para mais tarde recordar…


Cuidados

Os gatos têm um espírito independente e são excelentes animais de companhia para pessoas com vidas ocupadas ou com mobilidade reduzida. Mas mesmo assim, precisam obviamente de quem cuide deles. Mantenha o seu gato feliz e saudável seguindo os seguintes conselhos:

  • Disponibilizar uma alimentação de qualidade que deve sempre incluir comida húmida
  • Ter sempre água fresca à disposição, as fontes são um excelente meio de aumentar o consumo de água;
  • Manter sempre a caixa de areia limpa;
  • Gatos de pelo curto devem ser escovados 1 a 2 duas vezes por semana, mas os gatos de pelo comprido precisam de ser penteados diariamente;
  • Manter a vacinação e a desparasitação externa e interna em dia, de acordo com o protocolo que lhe foi estabelecido pelo médico aquando da primeira consulta;
  • Esterilizar o seu gato por volta dos 6 meses (com excepção dos gatos de criação);
  • Aplicar um microchip;
  • Ter um veterinário assistente que o conheça, lhe assegure as urgências ou tenha parceria com um colega que o faça e que tenha especial interesse por medicina felina. Um gato adulto saudável apenas tem que ir ao médico uma vez por ano realizar um check-up e ser vacinado. Até aos 6 meses e depois dos 8 anos estas visitas devem ser mais frequentes.

Tenho um jardim, posso deixar o meu gato ir à rua?
Nunca o permita antes do seu gato ter o esquema vacinal completo, estar esterilizado e com microchip. Se já tem estes requisitos certifique-se que o jardim é seguro em termos de plantas, piscina, possibilidade de fuga, proximidade de estradas etc. A primeira vez que o seu gato for à rua faça-o antes de uma das refeições, para que tenha fome e venha ao seu chamamento; saia com ele ao jardim, mas sem se ao colo, deixe-o tomar a decisão que quer sair e deixe a porta aberta para que possa regressar com facilidade quando quiser. No princípio deixe-o estar na rua por pequenos períodos, que vão aumentando à medida que o sente à vontade para entrar e sair como quer. A colocação de uma porta para gatos na sua porta ou janela, com sistema de identificação por microchip, é extremamente útil pois permite que o seu gato e só o seu gato entre e saia de casa à hora que o dono quiser, pois tem um sistema programável.


Férias

Planeie com a antecedência possível as férias do seu gato. Até aos 4 meses não deixe o seu gato sozinho mais de 12 horas. A partir desta idade e até cerca dos 8 anos, se for um gato saudável pode estender este tempo até o máximo de 48 horas. Cuidado no entanto com os gatos que tem apetite caprichoso. A instalação de uma web câmara de modo a visualizar por exemplo a zona onde está o comedouro pode ser uma boa ajuda. Se necessita de prolongar a sua ausência ou se o seu gato necessita de cuidados especiais peça ajuda a uma cat-sitter ou deixe-o connosco nos nossos “gatoquartos”, onde existe uma câmara com acesso remoto para que a qualquer altura possa matar as saudades.

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